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Workshop em São Bernardo faz reflexão sobre deficiência, inclusão e capacitismo

Encontro na Prefeitura reuniu representantes de diversas secretarias municipais e abordou conceitos a respeito do tema, abrangendo, entre outros casos, a discussão da necessidade de acessibilidade

Redação
Por: Redação
12/03/2025 às 09h42
Workshop em São Bernardo faz reflexão sobre deficiência, inclusão e capacitismo
Fotos: Gabriel Inamine/PMSBC

Proporcionar conhecimento ao público. Esse foi o intuito do workshop intitulado "Conceitos e Reflexões sobre Deficiência, Inclusão e Capacitismo", promovido nesta terça-feira (11/3) pela Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria da Pessoa com Deficiência e TEA (Transtorno do Espectro Autista). A ação ocorreu na Sala do Empreendedor, no andar térreo do Paço Municipal.

O principal objetivo do encontro foi disseminar informações, conceitos e gerar reflexões a respeito da deficiência, os processos de inclusão e capacitismo. A reunião abordou conceitos de equidade e a necessidade de pensar nos recursos de acessibilidade, incluindo suas várias dimensões (arquitetônica, comunicacional, atitudinal, metodológica, programática e instrumental).

“Esse workshop é um primeiro ato, vamos assim dizer, que traz para todas as secretarias municipais uma reflexão, na direção da real inclusão e do real entendimento e compreensão da diversidade. Esse é um primeiro passo na direção de desdobramentos que terão consequências ao munícipe”, afirmou o secretário da Pessoa com Deficiência e TEA de São Bernardo, Fábio Branco.

A palestra foi conduzida por Cristina Martins Torres Masieiro, psicóloga e consultora em Inclusão e Diversidade. Segundo ela, o debate foi positivo, em especial nas discussões sobre o que fazer para que a sociedade seja ‘anticapacitista’, proporcionando uma sociedade justa e inclusiva, que garanta os direitos das pessoas com deficiência.

“Na sociedade, em geral, falta um conhecimento sobre o tema, porque esse é um assunto que, quando a gente não se depara com a necessidade de fazer alguma coisa a respeito, deixamos em segundo plano nas nossas preocupações. O workshop de hoje ajuda a gente a iluminar o tema e disse que não adianta ter acesso à informação, a gente tem que ficar pensando nisso. Então, é uma construção, é uma mudança de paradigma, mesmo quando queremos ter uma atitude inclusiva”, ressaltou.

Cristina reforçou ainda que é preciso ações afirmativas para garantir que as pessoas com deficiência tenham acesso aos seus direitos, que é, em resumo, a inclusão. “Quando se entende por que eu vou usar o termo ‘pessoa com deficiência’, ele existe porque eu não estou olhando para deficiência, estou olhando para a pessoa com uma série de características e a deficiência é só uma das suas características. Então, tem uma razão de a gente usar a pessoa com deficiência como um termo correto”, acrescentou.

CORRIDA DA INCLUSÃO - A Prefeitura de São Bernardo promove, no próximo dia 16 de março (domingo), a 1ª Corrida de Rua Inclusão em Movimento. O evento tem a previsão de 1.500 participantes nas modalidades de corrida de 5 quilômetros e caminhada de 3 quilômetros de trajeto. As inscrições se encerraram em 10 de março.

A ação, coordenada pela Secretaria de Direitos da Pessoa com Deficiência e TEA, terá largada em frente ao Ginásio Poliesportivo Adib Moysés Dib (Avenida Kennedy, 1.155, Parque Anchieta), com concentração a partir das 6h30. 

POLÍTICAS EFETIVAS - Desde o dia 1º de fevereiro, com a vigência da reforma administrativa, a pasta que encabeça as ações voltadas ao público passou a ser denominada Secretaria de Direitos da Pessoa com Deficiência e TEA. 

A mudança não acontece apenas no nome, mas também na busca da assertividade das políticas públicas. Para o secretário da pasta, Fábio Branco, o principal objetivo da secretaria é garantir inclusão e melhorar a qualidade de vida destas pessoas. “Vamos atuar junto com outras áreas da Prefeitura para tornar a cidade mais justa e acessível. Queremos ouvir as pessoas com deficiência e TEA, e que sejam garantidos a eles seus direitos, combatendo o preconceito, o isolamento e a violência.”

CAPACITISMO - Capacitismo é uma forma de discriminação e preconceito social, nos quais se coloca as pessoas com deficiência como inferiores ou incapazes ou então, que a deficiência é limitante. Alguns exemplos de capacitismo são: naturalizar a exclusão de pessoas com deficiência, usar expressões como ‘dar uma de João-sem-braço’ para se referir a alguém ou excluir e ofender diretamente uma pessoa com deficiência.

O combate ao capacitismo passa por promover a inclusão de pessoas com deficiência na sociedade e evitar termos capacitistas no dia-a-dia como: “Nossa, você é um exemplo de superação”; “Você é um exemplo, mesmo com todo esse problema, nunca reclama da vida” ou expressões como: “Fulano tem braço curto” ou “Ele está cego de raiva”.

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